sábado, 6 de dezembro de 2008

O que você faria?

Quarta-feira estava assistindo a um filme no Tele Cine Cult no qual o nome do filme é igual ao título do post, pois bem, vim falar um pouco sobre o filme que me chamou muito a minha atenção e depois deixar um pergunta que pra mim foi fácil de ser respondida.
O filme se passa praticamente todo numa sala de um empresa onde acontece um entrevista de emprego, só que essa entrevista é diferente, são 7 candidatos a uma vaga, mas essa entrevista é diferente, não há entrevistador, ou melhor, o entrevistador faz parte do grupo de Recursos Humanos da empresa e está entre os candidatos. Dois dos candidatos, um homem e uma mulher, já se conheciam e fizeram juras de amor na última noite que passaram juntos. O sistema de avaliação da empresa era feito através de provas em que a cada prova um candidato era eliminado, quase no fim da entrevista, sobram apenas o homem e a mulher, enquanto o homem ia ao banheiro a secretária da empresa faz uma proposta a mulher, primeiro ela inventa uma história de que ela não seria escolhida e que só resta apenas uma chance de conseguir o emprego, ela só precisa tirar o outro da sala, não importa o que ela fizesse, ela só precisava tirá-lo da sala. Ao mesmo tempo, no banheiro o entrevistador vai atrás do homem e também inventa uma história na qual a mulher seria escolhida e que ele vai ter uma última chance, ele tem 15 min para destruí-la.
O que acontece depois? Nããããão, não vou contar, apenas imagine um homem e uma mulher que já fizeram juras de amor se vêem um contra o outro para conseguir um emprego.
E agora a pergunta, o que você faria? Você desistiria do emprego só para não se separar de um amor que já foi perdido e agora tem a chance de tê-lo de volta ou faria de tudo para conseguir o emprego não importa o que custe?




PS.: Esse tempo todo sem postar foi devido a carga de trabalhos e provas que foram chegando, agora que estou de férias os posts vão ser mais frequentes acredito.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Amiga indesejada

Oi, eu sou uma amiga antiga sua, você já deve ter me visto algumas vezes durante sua vida. Sou uma amiga muito leal, mas muito inconveniente, sempre te vejo quando você chora sozinho no banheiro ou com seus outros amigos também muito fiéis nessas horas, seu travesseiro e sua cama, eu não chego e falo mentiras pra você se sentir mal, sou verdadeira até o fim, doa a quem doer. Chego de fininho, muitas das vezes você nem percebe, mas lá estou ao seu lado, nem sempre te consolando, pois como já disse não sou de mentiras. Já descobriu quem sou eu? Se ainda não, aí vai outra dica, você me abraça quando está mal, principalmente se terminou com seu namorado, e a primeira coisa que faz quando arranja um novo é me expulsar de sua vida. Adivinhou? Cansei dessa brincadeira, prazer meu nome nada mais é que solidão.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Garoto e garota

Ela estava sentada observando tristemente o céu. O vento brincava com suas madeixas, quase tão escuras quanto a noite que a cercava. O vento, um pouco mais forte levou seus cabelos para longe, e o reflexo da lua no rosto da moça, mostrou mais do que ela queria que ficasse a vista, mostrava uma tímida lágrima que escorria docemente por entre seus olhos vermelhos.
A garota tentava de qualquer forma, apagar todas as pistas de que estivera chorando, mas sempre que mandava para longe uma lágrima com a mão tremula, outra vinha e cada vez mais amargamente ocupava o lugar da outra.Ela desistiu e deixou as lágrimas correm livremente por seu rosto.
O garoto chegou ao seu lado, seus belos olhos verdes a observavam-na reocupado.Ele estava nervoso, mas seu desespero não chegava perto do da garota.Ele sentou-se bem perto dela sem fazer nem um ruído, olhou para ela inconscientemente, mas ela não teve forças para retribuir.
Após algum tempo o choro contido da garota foi ficando mais forte, e ela já não mais conseguia conter os soluços ocasionais que embalavam a noite.
Ele apertou seus braços fortes, delicadamente em volta do corpo frágil da menina, num abraço consolador. Esta retribuiu, e enterrou agradecida a cabeça no ombro do rapaz e chorou, chorou como nunca havia chorado antes.
O garoto estava pasmo com a situação da menina, ela tremia incontrolavelmente em seus braços, mas quando ele falou sua voz foi confiante e firma.
-Eu estou aqui.
A garota, pela primeira vez olhou nos olhos do garoto, a sinceridade com que ele falava aquilo era inegável. Ele deu um meio sorriso e ela, ternamente respondeu com a voz embargada:
-Eu sei.
O choro passou a tristeza ainda martelava suavemente dentro de seu coração, mas ela não se importava, não mais, aquilo já fazia parte dela. O que importava, é que ela percebeu, percebeu uma coisa que já estava obvio para todos, menos ela.
Ele era quem sempre estava lá, para rir, ou para chorar, ele segurava sua mão e sem que ela percebesse, guiava-a pelo caminho certo. Era ele quem enxugava suas lágrimas e dividia seus sorrisos.
A garota percebeu como num passe de mágica, que ele, aquele de quem ela jamais suspeitaria, ele estava apaixonado por ela. E por incrível que pareça ela sorriu ainda com o rosto molhado pelas lágrimas que minutos antes amargavam sua vida, e mesmo estando com os olhos embasados ela pôde ver que os olhos do garoto brilhavam.
Ela não podia adiar aquele momento nem mais um segundo, olhou dentro dos belos olhos verdes dele, e vagarosamente aproximou seus rostos. Ele não tinha mais controle sobre seus impulsos, sentia toda a sanidade e consciência escapando-lhe velozmente.
Na hora exata em que uma estrela cadente riscou o céu, o beijo aconteceu. Era apaixonado, profundo e doce. Era uma mistura de todas as sensações conhecidas, e ainda algumas outras que nenhum dos dois nunca havia experimentado antes.
O beijo era sincero, era real, era simplesmente tudo. Tudo o que existia de maravilhoso e encantador estava lá, e um sentimento, mais forte que tudo que já haviam sentido laçava-os em um beijo, e esse sentimento era o mais poderoso: O AMOR


Nathy Chaves

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Quinze anos! É a idade das primeiras palpitações, a idade
dos sonhos, a idade das ilusões amorosas, a idade de Julieta; é a flor, é a vida, e a
esperança, o céu azul, o campo verde, o lago tranqüilo, a aurora que rompe, a calhandra
que canta, Romeu que desce a escada de seda, o último beijo que as brisas da manhã
ouvem e levam, como um eco, ao céu.

Machado de Assis

sábado, 7 de junho de 2008

Longe de você - Charlie Brown Jr.

Longe de você eu enlouqueço muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você
Vejo pessoas sem saberem pra onde o mundo vai
Eu conto as horas para estar com você

Longe de você eu preciso de algo mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você
Vejo pessoas sem saberem pra onde o mundo vai
Eu conto as horas para estar com você

Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
Quando eu te vejo eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir

Não quero desperdiçar a chance de ter encontrado você
Hoje o que eu mais quero é fazer você feliz
Vejo as pessoas e sei que juntos nós podemos muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você

Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
Quando eu te vejo eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir

Molduras boas não salvam quadros ruins
Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo que
Mas se pelo menos você estivesse aqui
Eu conto as horas pra estar com você
Eu estive lá na sua presença
Só pra saber o que você diria sobre nós
O que te diz mais?
O que te diz mais?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O que vou ser quando crescer

Tanta coisa que me irrita no que eles chamam de 'escola'...
Estudar, estudar, estudar um pouco mais...
Coisas que pra mim talvez não sejam necessárias...
Eu não quero calcular a velocidade que andei do sofá pra Geladeira...
E eles me perguntam...
'O que vai fazer na faculdade?!'...
E eu tenho que saber?!
Tenho apenas 15 anos... e querem que eu escolha meu futuro...
Eu num sei... Cada pergunta difícil de responder...
Os 'adultos' dizem que queriam voltar a adolescência... mas duvido que eles suportariam toda essa chatice de novo...
Será que eles sobreviveriam... A matemática mais uma vez?! As provas que o professor arrasa com sua vida... Eu me pergunto...
Eles aguentariam?!
Tanta gente quer que eu faça tanta coisa...
E quando eu digo o que eu gosto me dizem...
"Isso não dá dinheiro"
Então o que que eu faço da minha vida?!
Eu sei lá...
Eu quero apenas aproveitar enquanto eu ainda tenho essa idade...
Do que ter que encarar...
Minha dura realidade!
See you later!

domingo, 18 de maio de 2008

Desabafo de um estudante público...

Esses dias, quando cheguei em casa depois de enfrentar um ônibus lotado me veio a seguinte pergunta: "O que é pior? Um motorista mal-humorado e mal-educado ou passageiros escandalosos e igualmente mal-educados?"
Difícil responder essa pergunta... Hoje em dia tudo é culpa do estudante público, tudo bem, admito, nem todos os estudantes públicos são educados, mas por que fazer o mesmo julgamento para todos? Mesmo que em uma pequena parcela, há estudantes que são educados! Por quê colocar a culpa em nós, meros estudantes, se você teve foi demitido/a, brochou no dia anterior, brigou com a namorada/o, ou se você simplesmente não dormiu bem?
Bom, eu já estou cansado de ouvir que somos folgados e que não fazemos nada na escola, será que vocês fizeram isso e querem que sejamos iguais a vocês? Vocês por acaso sabem como é difícil conseguir consiliar várias atividades extra-curriculares e escola ao mesmo tempo? E depois de tudo isso ser chamado de folgado pelos passageiros e de abusado pelo motorista? Será que ele sabe a minha rotina pra dizer que sou folgado? Ele sabe que eu acordo às 5 da manhã de segunda a sábado pra ir a escola e depois cursos e aulas que não cabem na grade curricular e que devem ser feitas a tarde, ainda não começei, mas assim que arranjar um estágio, vocês ainda querem me julgar como folgado? Toda semana eu tenho que preparar um trabalho novo tanto pro técnico quanto pro médio, que exigem ao máximo de mim... E ainda quer me chamar de folgado? Pois é, acho que vocês precisam começar a rever o conceito do que é ser uma pessoa folgada.. e se todo aluno de escola pública é um folgado. Agora, a resposta da pergunta feita no começo desse post, bem, ainda não cheguei a uma conclusão, e pra mim, está um pouco longe de chegar a essa resposta...
See you later!